IMPORTAÇÃO DE ROUPAS DE SEGUNDA MÃO Em pleno fim de ano, a época dos maiores e melhores bazares de Igreja, venho eu aqui contar para você que até aquele lugarzinho ingênuo e cheio de velhinhas doces e fofas para te atender, também tem os seus pecados. Durante o meu processo de pesquisa para o TCC tive o prazer de entrevistar uma das professoras mais marcantes que eu já tive, a querida Profa. Maria Adelina Pereira. Enquanto conversávamos ela me orientou a pesquisar o tema desse capítulo, e me concedeu uma informação importante, acrescentar Igreja católica as minhas buscas. A princípio a sociedade e a mídia pintam essa ação como um ato filantrópico, porém é só mais uma artimanha do sistema para lidar com o descarte dos excedentes que a indústria produz. Os países que mais exportam esse tipo de produto são: Estados Unidos, Itália e Alemanha. Os EUA é um dos países que mais produz em excesso,o lifestyle aderido pela sociedade estadunidense é um culto ao consumo desenfreado. O b...
CAPÍTULO II O CONSUMO DESENFREADO Para iniciar esse capítulo, seria interessante fazer uma linha do tempo da História do Consumo de Moda. No livro Moda em Sintonia, essa breve linha do tempo é apresentada dividida em quatro fases, de acordo com o livro O Império do Efêmero (1989), de Lipovstky. A primeira fase - a da moda de cem anos (1857/1960), inicia com a proposta de F rederic Worth de desenvolver e oferecer duas coleções por ano, de alta-costura: uma de inverno e outra de verão, independentemente da demanda de suas clientes[...] Naquele momento, a moda se organizava como tantos outros sistemas a utoritários da modernidade: os costureiros poderosos ditavam o que era moda e orquestravam seu lançamento. Os valores então cultuados pela moda eram a novidade, a elegância feminina e a sazonalidade. (De Carli; Sehbe, p.39, 2010) A segunda fase – da moda moderna que Lipovestky chamou “Moda aberta”. Seu início é embalado pelos tumultuados anos 60, quando os desejos ...