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POR TRÁS DO ARMÁRIO

 

E começamos do jeito ansioso, sem apresentações! Me empolguei tanto quando percebi que poderia investir tempo na ideia do blog, que esqueci de me apresentar. Perdoa a falta de educação minha gente. E como nunca é tarde para consertar as coisas, vamos lá…




Bora voltar no tempo e dar uma espiadinha em 2013? 

Esse foi o ano em que tudo começou. O Saindo do Armário brechó nasceu no dia 13/10 em um evento do bar balada GiG, depois disso fez algumas aparições em outros rolês e feiras, mas foi em 2014 que ele se fortaleceu como projeto e começou a ser mais levado a sério. Nesse período era eu (Talita) e Yasmin Bidim que trabalhávamos com afinco nessa ideia, que passou a crescer e ter outros braços.




Continuemos em 2014, e nesse mesmo ano nascia o Bazar Mundo GiG, que tinha como realizadora Maithe Bertolini, e como produtora euzinha, Talita Berribilli. Porém, quando esse evento nasceu, o Saindo estava de férias por tempo indeterminado. Mas esse projeto serviu como uma alavanca para ressuscitar o brechó mais amado dos eventos de Sanca vice e assim tudo começou a se fundir. 

Saindo do Armário brechó era Bazar Mundo GiG, e começamos a trabalhar com economia criativa e solidária, consumo consciente,e assim nos tornamos um coletivo que tinha como intuito fortalecer empreendedores criativos da cidade e região. Conseguimos cumprir com nosso propósito até o ano de 2017.



Em agosto de 2016 foi realizada a primeira edição do Bazar Mundo GiG - especial brechós. Tivemos 2 edições que foram sucesso de público e vendas. Tínhamos mais de 10 brechós no primeiro  e ocupamos quase todo o salão do bar com roupas, sapatos e acessórios.



Graças a esse portfólio o Mercado Mundo Mix chegou até mim e comecei a trabalhar no comercial do evento de forma remota, depois de alguns meses me tornei produção também. Infelizmente o evento deixou de existir no ano de 2018.




De 2014 a 2016 a proposta era ser itinerante, São Carlos era uma cidade mais rica em espaços culturais e eventos naquela época, então fazia sentido focar nesse objetivo. Inclusive em abril de 2016 participamos da primeira e única edição da Fashion Revolution na cidade.

Modelos do desfile que aconteceu na Fashion Revolution São Carlos com looks Saindo do Armário brechó 


Porém, trabalhar assim era cansativo e muito pesado, e quando digo pesado falo no sentido literal da coisa. Carregar e descarregar carro com malas e estruturas de montagem não é fácil. 
Na metade do ano de 2016 a sociedade entre eu e a Yasmin chegava ao fim, então por questões práticas o foco do SdA se tornou o online.

Nesse período houve muita mudança na identidade visual, na comunicação, entre outras coisas. Como o Saindo é um projeto pequeno ele transparece muito do momento em que vivo e evoluímos juntos, pois entendo ele como uma versão minha externalizada para o mundo sobre a minha visão de moda, e ultimamente parei de tentar seguir receitinhas de marketing e tenho seguido o meu coração, respeitado o meu tempo e não o tempo dos algoritmos, então ele está cada vez mais orgânico.

Quando me tornei o Saindo do Armário brechó levei em consideração toda a minha existência, para então começar a confeccionar a identidade visual desse projeto. Revisitei o meu TCC, escrito em 2011, cujo título era: "Roupas de Segunda Mão: Vintage é tendência"; um seminário da oitava série sobre profissões, em que eu escolhi contar sobre o trabalho do estilista. E é claro, que ser uma mina preta também ecoou demais nesse processo. Principalmente porquê as portas estão fechadas para nós no mercado de trabalho, e eu precisava ser criativa para poder sobreviver ao caos do capetalismo, foi tudo na raça, com depressão, transtorno de ansiedade bombando, e sem os meus pais, que já haviam falecido alguns anos antes. Mas sempre tive amigos que me fortaleceram, e o meu irmãozão de coração, Broker, vulgo Filipe, me presenteou com uma Canon t5i (presentão!), para deixar as fotos do perfil e da lojinha mais profissionais.

A ideia principal é a representatividade do povo preto, exaltar a beleza dos traços negroides, trabalhar a linguagem do colorismo para então o público criar afinidade com as imagens e a partir daí experienciar aquela sensação de identificação que pretendemos passar com as cenas criadas para os editoriais. 

Em 2017 mais uma mudança acontecia, enxerguei a importância de trabalhar com uma equipe 100% preta, por questões técnicas e sociais, é claro. Importante demais fortalecer os nossos. E mais importante ainda é trabalhar com um fotógrafo que sabe qual a luz ideal para iluminar a pele preta, uma maquiadora que sabe ressaltar a beleza preta ao invés de trabalhar com a técnica do embranquecimento. Enfim, isso tudo faz diferença no resultado final do trabalho.


Guia de estilo 11° Festival Contato 

Nesse mesmo período resolvi resgatar uma paixão antiga e voltar a trabalhar com figurino. Então nos tornamos apoiadores dos TCC's e projetos de realização do curso de Imagem e Som da UFSCar, e tivemos a honra de contribuir no curta-metragem Rapaz em Amarelo, que concorreu a prêmios, inclusive de figurino.







Porém eu comecei a viver um declínio financeiro nesse mesmo ano e investir no Saindo era impossível. Para ajudar o meu celular era vintage demais e não consegui acompanhar as mudanças nas redes sociais, então até o final de 2019 trabalhei com foco e força no salto alto todo dia, porque o Bang tava bem louco.

Em 2019 foi o ano das feiras e loja. Por um curtíssimo período de tempo tivemos uma loja localizada no centro da cidade. A localização não era favorável para uma loja de roupas usadas, eu não tinha dinheiro pra investir em estrutura e decoração, então o espaço durou pouco menos de 2 meses. Em meio ao fechamento da loja eu entrava com tudo nas feiras, sábado de manhã era dia de feira orgânica, quarta feira a noite era Serena feira, as quintas eram da feira do Bem e dependendo da minha disposição eu subia para o Caaso (USP) no meio da semana. Nesse mesmo ano tive a honra e o prazer de produzir a feira do Festival Contato, mais uma vez ao lado da querida Maithe Bertolini. Foi um ano bem loco, intenso, cansativo e continuei pobre kkkcryyy


   11° Festival Contato 

Nessa foto está a Bárbara do empreendimento "Tudo Vira Bolsa", como eu fui expositora e produtora no festival Contato, essa querida foi uma mão na roda e super me ajudou com as vendas do Saindo.


No final de 2019 fiz um bem bolado com o cliente migo mais fofo do mundo, o Bruno, e trocamos um celular usado por roupas. Esse celular me salvou, porém já estava muito atrasada no quesito redes sociais. Foi difícil acompanhar todas as mudanças, além da vida financeira ainda estar mega caótica. Nesse mesmo período eu conheci meu marido que hoje também é Saindo do Armário, e ele chegou para dar um UP nesse empreendimento que tava bem caidinho.


Eu e Bruno

E desde então Emli, meu marido, companheiro, sócio e amigo é quem faz e edita as fotos e muitos vídeos produzidos por aqui. Faz entregas, correios, vai a transportadora, carrega malas e araras pro Caaso junto comigo. Cuida do nosso filho enquanto eu trabalho. Me ajuda com planejamentos e marketing. É um ótimo conselheiro financeiro e administrativo. Enfim, hoje esse projeto já não é mais tão solitário. O Saindo do Armário brechó é nossa família, todo mundo contribui com ele de alguma forma, além dele influenciar diretamente na nossa rotina.



E como esse ano o Saindo faz 10 anos, vamos dar início às celebrações desse projeto, que é pura resistência, com conhecimento, e vou compartilhar com vocês aqui no blog o meu TCC. Que na época não me deixou satisfeita, então reescrevê-lo será muito gratificante, principalmente porquê agora temos muito mais informações sobre o assunto. Em 2011 eu fiz um trabalho de pesquisa de campo, em 2023 farei um trabalho com pesquisas científicas e dados estatísticos embasados em estudos recentes.





Se você ficou curiose anota na agenda que será a partir do dia 14/08 e não perde, porquê dessa vez eu vou entregar tudo.

Beijos gliterinados nas almas de vocês e só agradece por acompanharem meus textos por aqui.



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